2017: o segundo ato do Inbound

Há dez ano atrás, os seus clientes em potencial contavam com uma gama de produtos muito limitada, com em média 4 ou 5 escolhas para qualquer produto ou serviço que desejavam adquirir. No ano passado, esse número se multiplicou por três, agora são de 12 a 15 fornecedores diferentes para o mesmo produto, e isso serve para a maioria dos setores. As poucas opções que ocupavam um espacinho em uma prateleira de uma loja de varejo, hoje se estendem infinitamente pelas prateleiras e e-commerces.

A oferta continua crescendo de forma deliberada enquanto a procura continua relativamente estável. O aumento da concorrência torna a situação ainda mais critica quando se trata de compreender como seus potenciais clientes realizam suas buscas e compram o que desejam.

Como ser encontrado em 2016.

No ano de 2006, o Google auxiliou compradores em suas buscas por respostas as suas questões colocando a disposição link’s que davam acesso a conteúdo relevante. A cada dia que passa, o número de click’s que distancia o pesquisador da informação diminui. Agora, o Google dá a resposta ao pesquisador diretamente em uma caixa de resposta. Os números podem variar, mas em média, 20% a 35% das buscas em inglês resultam em uma caixa com a resposta pronta.

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Precisa de uma resposta instantânea? É só perguntar. Finalmente, o Google cumpriu a principal proposta do Ask Jeeves. A taxa de click’s nesses boxes com respostas prontas é muito superior as de link’s tradicionais.

As empresas devem se adaptar ao sistema e produzir conteúdo que não apenas para se destacar nas primeiras posições, mas também que tenham o intuito de serem puxados para dentro das “caixas de resposta rápida” do Google.

A caixa de respostas instantâneas é apenas uma das mudanças do Google. Dez anos atrás, o espaço destinado a anúncios do Adwords ocupavam cerca de 50% da tela acima da dobra. Os anúncios mudaram da coluna direita para o centro, como se fossem resultados, e hoje ocupam quase todo o espaço disponível acima da dobra, tanto no desktop quando no mobile.

Isso significa que: caso você tenha verba disponível, é válido incluir anúncios dentro da sua estratégia de inbound. Mas, como fazer anúncios de forma com que se encaixem dentro da proposta do inbound? O fato é que anunciou ruins irão continuar ruins, a nova estratégia não anula os fatos passados. Porém, se você disponibiliza um conteúdo que já usufrui de bons resultados de forma orgânica, saiba que esses resultados podem ser várias vezes multiplicados uma vez que são anunciados. Uma boa ideia é selecionar os conteúdos que obterem mais relevância nas redes sociais, por exemplo, e coloca-los como anúncio na busca doo Google.

Por falar em redes sociais, o anúncio para captar Leads no Facebook, que possibilita o preenchimento de um cadastro sem que usuário precise sair da rede, está abrindo uma série de possibilidades, e a partir disso, novas estratégias podem ser criadas. Antes trabalhávamos com PPC, hoje, já estamos na era do PPL (pagar por lead)

2017 segundo ato do inbound

O setor da publicidade está em um precipício significativo. De um lado, observamos o crescimento de tecnologias que bloqueiam anúncios. De acordo com uma pesquisa feita pela Hubspot, o bloquei da publicidade em dispositivos moveis cresce cerca de 90%  ao ano. Mas por um outro lado, os anúncios estão ganhando o espaço merecido em ferramentas de mecanismos de busca. Todos esses aspectos irão influenciar de modo direto o jeito com que os seus clientes encontram sua empresa  na WEB.

Como criar conteúdo convincente 

O modo como as pessoas buscam e descobrem empresas e serviços já é algo totalmente diferente se compararmos com o processo que acontecia há alguns anos atrás. E obviamente, isso também impacta na forma de como o conteúdo deve ser apresentado.

Em resumo: vídeos sobrem, leituras descem. Dez anos atrás o segredo do inbound era pesquisa + conteúdo escrito. Agora, é social media + vídeos.

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E não há necessidade de super produções. As marcas que vencem essa disputa por atenção ao seu conteúdo são aquelas que estão dominando as transmissões ao vivo, sem nenhuma edição.

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A popularização do consumo de conteúdo em formato de vídeo foi possibilitada pelo grande crescimento do uso de dispositivos moveis conectados a internet. Para os profissionais de conteúdo, o argumento de fato, não tem mistério: embora o conteúdo em formato de texto ainda tenha uma disseminação valida, é considerável dividir a verba para aumentar a produção e promoção de conteúdo em formato de vídeo.

Um dado muito importante sobre conteúdo é que seu consumo agora acontece na maior parte das vezes através das redes sociais. As plataformas de social media e hoje são plataformas de conteúdo. Anos atrás, abriamos o navegador e devamos uma olhadinha no Orkut, hoje uma aba do Facebook fica aberta a todo tempo, até mesmo quando você visualiza pelo seu aplicativo pelo celular.

As organizações pertencentes ao Facebook praticamente dominam o modo como passamos nosso tempo livre. Os quatro app’s que todo mundo tem instalados no celular são: Facebook, Facebook Messenger, WhatsApp Messenger e Instagram. Todos são do Facebook. Praticamente todo mundo que está na internet, está conectado ao universo dessa rede, e logicamente, os aplicativos compartilham dados entre sí.

Como os consumidores compram

Há -muitos- anos atrás, ter um site era um diferencial e só isso poderia fazer com que suas vendas aumentassem e sua empresa ganhasse status. Mas como tudo ainda extremamente limitado, os compradores realizavam suas buscas no site e em seguida entravam em contato com um vendedor pelo telefone para de fato realizar a compra.

Hoje vivemos em uma realidade oposta. Seu representante toma conta do seu site, faz as ampliações necessárias para possibilitar que os clientes tenham uma experiência de autoatendimento. Realizando suas compras de forma muito mais rápida e tendo certeza do que estão comprando. A compra só não ocorre quando o cliente precisa entrar em contato com o atendimento da empresa para tirar alguma dúvida, observe como agora o caminho é contrário.

Uma empresa que não se esforça para manter seu site atualizado de acordo com novas tendências e necessidades de seus consumidores, não obtém sucesso. Novas tecnologias acostumaram pessoas com experiências personalizadas e sob-medida. Automação, personalização e autoatendimento são as palavras chaves. Sites que não oferecem conteúdo completo sobre seus produtos e serviços obrigam o cliente a entrar em contato com o atendimento da marca, isso torna a experiência desagradável.2017 segundo ato do inbound

Ao longo de toda a jornada de compra, os compradores esperam personalização aonde os mesmos são o centro. O mínimo que eles esperam é que você tenha informações dele guardadas, afinal, ninguém gosta de explicar pra 3 atendentes diferentes que a internet de casa cai à cada dez minutos ou que o tênis comprado pelo e-commerce parecia um pouco diferente nas fotos.

Conselhos para os profissionais de marketing em 2017

  1. Invista em vídeo: faça mudanças no seu planejamento e inclua mais conteúdo em vídeo, possibilitando a interação entre pesquisa + texto + vídeo. Faça com que um conteúdo leve a outro e que ambos se complementem;
  2. Mantenha presença ativa nas redes sociais: não seja um profissional b2b ou b2c, seja um profissional de negócios para pessoas. Todo mundo vive conectado nas principais redes sociais, é muito fácil encontra-las;
  3. Acelere seu conteúdo: combine o inbound com estratégias de anúncio. Monte seu conteúdo de forma com que se adapte a vários canais e impulsione os mais bem sucedidos de forma orgânica;
  4. Automatize seu processo de compra: seus clientes prezam pela autoatendimento, faça com que todo seu processo de vendas seja independente de um terceiro, que seja só o cliente e o site.

Aplicando essas ideias ao seu planejamento, com certeza os resultados serão muito positivos. Pronto para começar? Tem mais alguma ideia? Sinta-se à vontade para juntar-se à nós nos comentários.

Referência: Hubspot

 

 

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Enviado por Daniel Henrique

Publicitário pela Universidade Regional de Blumenau. Coordenador de conteúdo na Spitze Network.