7 coisas muito importantes que aprendi como freelancer em menos de um ano

Até agora, foram 10 meses trabalhando como freelancer em tempo integral, sem nenhuma segurança, beneficio trabalhista ou sequer férias. Deixa eu te contar: é algo diferente do que eu pensava quando tinha um emprego fixo.

Já passei por algumas turbulências, mas algumas vitórias me fizeram sentir muito bem. Em menos de um ano, trabalhei com planejamento, conteúdo, anúncios, produção, organização de eventos e produção gráfica. Fiz vários cursos, viajei para outros estados a trabalho e os próximos passos até o fim desse ano são concluir curso de ferramentas gráficas (Ai, Ps, Id e cinema 4d) e aprender o básico de Premier.

Por ora, quero olhar para trás e dividir com vocês o que eu aprendi neste espaço de tempo curto, porém bastante agitado. Nós sempre devemos melhorar, por isso é tão importante refletir  e se conhecer melhor, descobrir quais são seus pontos fortes e fracos.

Se você também começou como freelancer há pouco tempo, eu ficaria muuuuito feliz se você dividisse a sua experiência comigo nos comentários!

Lições aprendidas como Freelacer este ano

1. Não fique confortável.

É tão fácil sentar e relaxar quando você possui uma lista recheada de clientes.

Houveram semanas em que me senti bastante confortável/seguro com a cartela de clientes que estavam trabalhando comigo, como se aquilo fosse permanente (como em um trabalho com carteira assinada, que por pior que seja, se você for demitido, “ganha” suas férias e tudo o mais). Durante esse tempo, dois clientes precisaram parar por assuntos internos – o que foi bem triste, pois conseguimos resultados interessantes. No primeiro, não me desesperei, mas no segundo, senti que precisava de uma estratégia de prospecção que rodasse o tempo inteiro e ter, pelo menos, uma carta na manga para emergências.

2. O networking é muito importante.

Se você é como eu e adora trabalhar sozinho, saiba que, em partes, é uma grande ilusão. Chega um momento em que você percebe o quão importante e benéfico é manter uma rede de contatos.  O meu momento foi quando analisei minha própria realidade em paralelo com a realidade de um cliente e percebi que não me esforçar para fortalecer minha rede era um erro.

Enquanto eu apenas trabalhava e ia para aula (ainda estou na faculdade), ele conseguia uns JOB’s bem bacanas sem fazer muito esforço.

Um dia, do nada, esse cliente me indicou para um amigo dele e eis aqui uma verdade absoluta: é um milhão de vezes mais fácil conseguir algo quando você é indicado.

Desde então, passei a dedicar mais tempo para me comunicar com pessoas que possam fazer parte da minha rede e que nossa relação gere benefícios para os dois lados.

3. Seja Agradável, Mesmo Quando É Difícil.

Às vezes, voce terá um ou dois clientes num dia ruim e isso pode tornar o seu dia insuportável. Eles podem ser grosseiros com você, reclamar dos seus serviços até que você se sinta diminuído.

Por diversas vezes, eu me esforcei para tentar justificar os custos do meu trabalho. Mas isso não resolvia nada. Quando um cliente questiona seu custo, na maioria das vezes ele, por si, não consegue enxergar valor no que você faz. Então eu adotei uma outra metodologia: passei a mostrar os resultados conquistados e mostrar nossa posição no planejamento criado para fortalecer sua marca.

Na maioria das vezes, funcionou. O cliente voltou, após algum tempo, dizendo que meus trabalhos realmente contribuíam para o seu negócio. Nestes casos, os clientes não precisam pedir desculpas, porque eu consigo encarar esta volta como um pedido de desculpas. Melhor ainda, como amadurecimento e entendimento do meu processo de trabalho.

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4. Sou muito mais resistente do que pensava.

2016 foi um péssimo ano pra mim. Uma amiga que me acompanhava desde a quinta série faleceu, entrei em um emprego que, no começo, parecia muito bom mas que no fim se tornou um inferno. Toda essa pressão fez com que eu começasse a me questionar sobre o que realmente queria da vida. Confesso que, em algumas vezes, até me senti um pouco depressivo.

Por pior que fosse meu emprego, garantia um ótimo salário para um estudante. Apesar disto, estava realmente desconfortável. Às vezes, quando você não toma uma decisão, Deus ou o universo acabam tomando por você. Fui demitido em setembro.

Foi um choque 50% animador, porque eu recebi meu salário, minhas férias e meu décimo terceiro, então naquele instante eu tinha em mãos uma quantia legal de dinheiro para sobreviver por um bom tempo. Os outros 50% foram desesperadores, eu já era MEI, sendo assim, não tenho direito a seguro desemprego. Então no próximo mês, se eu não me mexesse, eu teria um total de zero reais.

Todo começo é desesperador. Você ainda não tem cliente, por mais que eu soubesse que tinha dinheiro no banco, aquilo iria acabar rapidamente. Aluguel, comida, faculdade, essas coisas praticamente fazem seu dinheiro desaparecer.

Os primeiros clientes você acaba aceitando por necessidade, não por realmente sentir prazer em prestar aquele serviço para aquela empresa de tal segmento. E foi assim que eu aprendi que superar diversas situações, desde o momento em que parece não haver escolha. É preciso ser forte, crescer e se esforçar até o ponto de poder fazer suas primeiras escolhas – e isto é libertador.

5. Rejeição faz parte e é importante.

Quando comecei a trabalhar como freela fiquei absolutamente aterrorizado em ser rejeitado. Eu pensei que isso significava que meu trabalho não era bom o suficiente, que as pessoas estariam rindo atrás das minhas costas porque eu sou um profissional terrível.

De fato, quanto mais eu for rejeitado, mais eu posso melhorar meus negócios e serviços. Porque passo a saber o que preciso melhorar e quais são os pontos contrastantes entre a minha oferta e a expectativa do mercado. Ou seja, eu passo a saber quais os meus pontos fracos e a filtrar melhor os clientes (eu também aprendi que alguns clientes realmente não eram pra mim).

6. Tratar meu trabalho como um negócio.

No início, passei um mês de férias. Na verdade, não podemos chamar de férias porque eu estava parado, simplesmente por não ter o que fazer e o desespero de não ter o que fazer não me deixava aproveitar aquele tempo como se fossem férias de fato.

Então, quando comecei com os primeiros clientes, tudo parecia permanente. Eu imaginava o futuro com exatamente os mesmos clientes, ganhando a mesma quantia e fazendo exatamente as mesmas coisas. O que foi um erro terrível.

Na metade desta jornada, eu decidi que iria me especializar em algumas coisas e mudar meu posicionamento. Em vez de me tratar como um freelancer, me enxerguei como um negócio. Negócios precisam de investimentos, então fiz meus cursos, melhorei minha oferta, fiz uma rede de contatos e mudei o jeito com o qual eu conversava com potenciais clientes. Apenas por essas atitudes, as pessoas que não estavam ali para contribuir, naturalmente se afastaram.

Pode parecer algo bobo, mas é realmente necessário que você invista em você e faça o planejamento de quais são seus objetivos, como uma empresa, de fato.

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7. Grupos do Facebook são incríveis.

Eu realmente não sou um grande fã do Facebook, sempre que eu entro lá, acabo perdendo tempo demais porque os algoritmos me mostram videos QUE EU NÃO CONSIGO IGNORAR.

Por outro lado, sou imensamente fã dos grupos do Facebook. Os grupos são lugares onde você pode se misturar com pessoas de mentalidade semelhante, obter conselhos de negócios e compartilhar suas vitórias e sucessos com pessoas que realmente querem se ajudar.

Conclusão.

Primeiramente, gostaria de ressaltar que é muito legal ser freelancer. Na medida em que o mercado tem oferta, você é livre para escolher trabalhar em casa ou em qualquer outro lugar, ou até mesmo trabalhar com eventos e viajar, como eu fiz.

Meu conselho para quem quer se tornar freelancer é: junte dinheiro não só para sobreviver, mas também para comprar os equipamentos necessários para o seu trabalho e reserve uma quantia para investir em propaganda, seja um cartão de visita, uma lâmina com seus serviços ou anúncios em redes sociais.

Se você já é freelancer, divide comigo como foi sua experiência aqui nos comentários! 😀

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Enviado por Daniel Henrique

Publicitário pela Universidade Regional de Blumenau. Coordenador de conteúdo na Spitze Network.